BlogESG & GHG
ESG & GHG

Gases de Efeito Estufa (GEE) e o GHG Protocol: o que sua empresa precisa saber

Toda vez que uma empresa fala em "reduzir sua pegada de carbono", "neutralizar emissões" ou "compensar carbono", ela está falando, no fundo, de uma coisa muito concreta: Gases de Efeito Estufa (GEE). Entender o que são esses gases e como o mercado os mede — pelo GHG Protocol — deixou de ser assunto de especialista em clima para virar exigência de investidor, banco, cliente corporativo e, cada vez mais, de lei.

Neste guia, explicamos de forma direta o que são os GEE, como funciona a metodologia de contabilização mais usada no mundo e por que isso já afeta o dia a dia de empresas de todos os portes no Brasil.

O que são os Gases de Efeito Estufa

Os GEE são gases que retêm calor na atmosfera, intensificando o chamado efeito estufa e o aquecimento global. Os principais monitorados por acordos internacionais e pela legislação brasileira são:

Como cada gás retém calor de forma diferente, o mercado converte tudo para uma unidade comum: o CO₂e (dióxido de carbono equivalente), calculado a partir do Potencial de Aquecimento Global (GWP) de cada gás. É esse número — em toneladas de CO₂e — que aparece nos relatórios de sustentabilidade e nos créditos de carbono.

De onde vêm as emissões no Brasil

O perfil brasileiro de emissões é diferente do resto do mundo: enquanto a maioria dos países emite principalmente por energia e indústria, no Brasil os setores de agropecuária e mudança de uso da terra e florestas (desmatamento) respondem historicamente pela maior fatia do total — o que torna o trabalho de regularização fundiária, CAR, PRAD e restauração florestal parte direta da agenda climática, e não só da agenda ambiental.

O que é o GHG Protocol

O GHG Protocol é o padrão metodológico mais utilizado no mundo para medir e reportar emissões de gases de efeito estufa. Desenvolvido pelo World Resources Institute (WRI) em parceria com o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), ele serve de base para o Programa Brasileiro GHG Protocol, referência nacional para inventários corporativos de emissões.

Sua principal contribuição foi organizar as emissões de uma empresa em três escopos, criando uma linguagem comum entre empresas, investidores e reguladores.

Os três escopos de emissão

"Na maioria das empresas, o Escopo 3 concentra a maior parte das emissões — e é também o mais difícil de medir, porque depende de dados de fornecedores e parceiros fora do controle direto da empresa."Equipe técnica BioEmerge Ambiental

Por que medir isso agora é estratégico

Três forças convergem para tornar o inventário de GEE uma prioridade imediata, e não uma pauta de longo prazo:

Do inventário à ação

Medir é o primeiro passo — mas o valor real está no que vem depois: metas de redução, eficiência energética, substituição de fontes fósseis e, quando a redução direta não é suficiente, projetos de compensação via créditos de carbono no mercado regulado. Se sua empresa ainda não fez o primeiro inventário, o próximo passo prático é o nosso guia Inventário GHG: 6 passos para o seu primeiro escopo 1, 2 e 3.

Na BioEmerge, estruturamos inventários de emissões alinhados ao GHG Protocol, com apoio na definição de metas de mitigação e no desenvolvimento de estratégias de compensação — parte da nossa consultoria em sustentabilidade e ESG.

Sua empresa já sabe quanto emite?

A BioEmerge estrutura inventários de GEE alinhados ao GHG Protocol, do escopo 1 ao 3.

Falar com especialista

Fontes e referências

  1. GHG Protocol — Corporate Accounting and Reporting StandardWRI / WBCSD
  2. Programa Brasileiro GHG Protocol — Metodologia e ferramenta de cálculo nacionalFGV / CEBDS
  3. Governo Federal — Lei nº 15.042/2024, institui o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE)Legislação
  4. IPCC — Relatórios de Avaliação sobre Mudança do ClimaIPCC