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Temporais voltam ao Sul e novo ciclone pode se formar: o que prevê o Inmet

Tempo instável e previsão de pancadas de chuva durante a tarde do último domingo (4), em São Paulo.Foto: Angélica Alves/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Depois de alguns dias de trégua, os temporais voltam ao Sul nesta quarta-feira (7). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), uma nova área de instabilidade avança sobre o Rio Grande do Sul com risco de chuva forte, granizo e rajadas de vento acima de 90 km/h — e um novo ciclone extratropical pode se formar entre o Uruguai e o território gaúcho a partir de quinta-feira (8), como noticiou o G1.

No restante do país o quadro é de contraste: pancadas de chuva em áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, enquanto o interior do Nordeste segue quente e seco, com máximas próximas de 40 °C em Teresina.

Onde o risco é maior

No Rio Grande do Sul, as regiões mais sujeitas a temporais nesta quarta são Campanha, Oeste, Missões, Centro, Noroeste e Norte, com atenção especial ao sudoeste do estado. O pico de instabilidade deve ocorrer na tarde e na noite. Na quinta, a chuva avança sobre Santa Catarina e Paraná.

Mapa do Brasil com probabilidade de chuva igual ou maior que 5 mm para 7 de outubro de 2026, com maiores valores no Sul e no Sudeste
Mapa mostra a probabilidade de chuva igual ou maior que 5 mm prevista para esta quarta (07/10) em todo o Brasil.Foto: CPTEC/Inpe

Além do Sul, o Inmet mantém alertas para o oeste de Santa Catarina, sudoeste do Paraná, leste de São Paulo, sul de Minas Gerais, partes do Rio de Janeiro, sul e leste de Mato Grosso do Sul, centro-sul de Goiás e pontos de Mato Grosso.

Acumulado de chuva previsto (5 a 12 de outubro)Fonte: Inmet
Norte do RS, oeste de SC e PRaté 200 mm
Volume equivalente a mais de um mês de chuva em poucos dias, com risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos.
São Paulo, Mato Grosso do Sul e Amazonasaté 100 mm
Chuva distribuída em pancadas, em geral mais fortes à tarde, com potencial de transtornos localizados.

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Como um ciclone extratropical se forma

De acordo com o Inmet, um cavado — uma área alongada de baixa pressão — entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul deve se intensificar e dar origem a um sistema de baixa pressão mais organizado, que pode ganhar características de ciclone extratropical.

  1. 01

    Contraste de massas de ar

    O ar quente e úmido que chega do norte encontra o ar frio que sobe do sul, criando instabilidade.

  2. 02

    Queda de pressão

    O cavado se aprofunda e a pressão cai no centro do sistema, que passa a girar no sentido horário.

  3. 03

    Chuva e vento intensos

    As frentes associadas ao ciclone espalham temporais e ventania pelo Sul e pelo litoral.

  4. 04

    Frente fria

    Ao se afastar para o oceano, o ciclone empurra uma frente fria que derruba as temperaturas nos dias seguintes.

Calor no Norte e Nordeste, frio no Sul

As temperaturas mínimas previstas pelo CPTEC/Inpe para esta quarta mostram o país dividido: madrugadas acima de 25 °C em boa parte da Amazônia e de Mato Grosso, e mínimas entre 14 °C e 16 °C no Sul.

Mapa do Brasil com temperaturas mínimas previstas para 7 de outubro de 2026, mais altas no Norte e mais baixas no Sul
Temperaturas mínimas previstas para esta quarta (07/10) em todo o Brasil.Foto: CPTEC/Inpe
Máximas previstas para quarta e quinta
CidadeMáximaTendência
Teresina39 °C a 40 °CCalor e tempo seco
Cuiabá36 °C a 37 °CPancadas isoladas
Belo Horizonte31 °C a 32 °CInstabilidade à tarde
Rio de Janeiro30 °CAlerta em parte do estado
São Paulo22 °C a 25 °C na quartaEsquenta na quinta

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Eventos extremos e a gestão do território

Temporais, ondas de calor e estiagem prolongada no mesmo país e na mesma semana deixaram de ser exceção. Para propriedades rurais, empresas e loteamentos, isso tem efeitos concretos: erosão e assoreamento de cursos d'água, rompimento de pequenas barragens, danos a áreas em recuperação e, no extremo oposto, risco de incêndio nas regiões secas.

Antes e depois da tempestade

Antes: verifique drenagem, taludes, barramentos e áreas de armazenamento de produtos químicos e resíduos. Depois: registre com fotos datadas qualquer dano ambiental — erosão, vazamento, queda de árvores em APP — e comunique o órgão competente quando houver risco de contaminação. Em emergência, acione a Defesa Civil pelo 199.

Planejar para esses extremos faz parte da gestão ambiental: barramentos e travessias precisam de outorga e dimensionamento adequado, áreas degradadas pela erosão pedem um PRAD, e o inventário de riscos climáticos já aparece nos relatórios de sustentabilidade das empresas que seguem o GHG Protocol e as normas IFRS S2.

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Fontes e referências

  1. G1 — Temporais voltam ao Sul nesta quarta; novo ciclone pode se formarG1 Meio Ambiente
  2. Inmet — Previsão do tempo e avisos meteorológicosInmet
  3. CPTEC/Inpe — Previsão numérica multimodelo de chuva e temperaturaCPTEC/Inpe
  4. Olhar Digital — Inmet prevê temporais no Centro-Sul e calor de 39 °C no NordesteOlhar Digital
  5. Defesa Civil — Proteção e Defesa Civil: alertas e orientaçõesMIDR